CURTA NOSSA PÁGINA NO FACEBOOK

CURTA NOSSA PÁGINA NO FACEBOOK
Mudamos para o Facebook

sábado, 16 de junho de 2012

PEDÁGIO: ESTRADA MAIS SEGURA?



Santa Catarina aparece 12 vezes em ranking dos trechos mais perigosos de rodovias federais

Marcas da violência no trânsito no trecho da BR-101 em São José são muitas entre os KM 200 e 210 


Em um ranking da PRF (Polícia Rodoviária Federal) formado por 60 trechos das rodovias federais mais perigosas do Brasil, Santa Catarina aparece 12 vezes. O segundo local mais perigoso está no Estado. Trata-se do intervalo que compreende os quilômetros 200 até 210 da BR-101, entre os bairros Forquilhinhas e Serraria, ambos em São José. Em 2011, foram 17 vítimas fatais, 476 acidentes com feridos e 980 sem vítimas. Os quilômetros seguintes, 210 a 220, estão como o sétimo mais perigoso.


O grande problema deste trecho da BR-101 não está em sua conservação nem na sinalização. Esses itens são considerados adequados pelo inspetor da PRF Fábio Santos. “Não é a melhor rodovia em questão de sinalização, mas nesse quesito a BR-101 não oferece perigo”. O que transforma os dez quilômetros da BR-101 em uma rodovia da morte é a imprudência dos motoristas aliada a uma população que só aumenta no entorno da BR. Além disso, o tráfego é sempre intenso no local, chegando a 150 mil carros por dia.

Segundo o inspetor da PRF, ver pessoas tentando atravessar as pistas da rodovia no lugar de utilizar os túneis para pedestres é comum. “Temos muitos casos de atropelamento porque o número de moradores na região é muito grande”, informa. Para evitar qualquer acidente, as amigas Janete Souza, 21, e Camila da Silva, 18, optaram por caminhar mais e atravessar em um dos cinco túneis existentes nos dez quilômetros. “É perigoso, nunca tínhamos caminhado tão perto da BR. Os carros passam voando ao nosso lado”, disse Janete que precisou carregar o filho Kaike, 4, nos braços com medo do menino correr para a rodovia.

Além dos atropelamentos, colisões traseiras e acidentes envolvendo motociclistas somam-se às ocorrências mais comuns nestes dez quilômetros. “Como a rodovia se transformou em uma via urbana, os motoristas pensam que podem dirigir da forma como bem entendem”, salientou.

População sofre com a BR dividindo a cidade

Os bairros Kobrasol e Roçado são vizinhos, com uma densidade populacional grande e separados por um muro chamado de BR-101. Quem mora em qualquer um dos lados sofre para cruzar a rodovia. É o caso da aposentada Antônia Bonete, 73, que sai todos os dias do Roçado em direção ao Kobrasol. Para cruzar a pé a marginal da rodovia, ela precisa contar que os motoristas parem na faixa de pedestre e, além disso, apressar os passos. “É muito perigoso, já soube de muita gente que morreu atropelada aqui”, disse preocupada.

Presenciar acidentes e motoristas em alta velocidade faz parte da rotina do atendente de uma importadora, Edivaldo Freitas, 20. A empresa está localizada em frente ao quilômetro 210, na região da área industrial de São José. “Em horário de movimento, muito motorista dirige pelo acostamento colocando em risco os pedestres e até outros carros que estão parados por outro motivo”, relatou.

Para chegar ao trabalho, o funcionário de uma lavação, José Adeildo, 25, enfrenta a BR-101 de bicicleta. Ele assume que tem medo da rodovia, mas não tem outra opção para chegar de Forquilhinhas ao Kobrasol. Para ele, criar ciclovias seria fundamental para garantir um pouco de segurança, afinal, em alguns trechos ,José não pode contar nem com calçadas.

Dicas

Atentar-se à legislação de trânsito é dica fundamental para evitar acidentes em toda a rodovia. O inspetor de trânsito da PRF, Fábio Santos, observou ainda que é importante prestar atenção na condição da rodovia no momento em que se trafega por ela. “Motociclistas são sempre vítimas de acidente em potencial, porque eles querem passar pela fila ultrapassando os carros pela faixa central”, alertou.

O caminhoneiro José Manoel Vieira, 62, não passa todos os dias pela BR-101, mas garante que se sente inseguro em dirigir principalmente nos horários de maior movimento. Ele concorda com o inspetor da PRF, dizendo que para ele o grande perigo está nos motoristas e motociclistas apressados, que não conseguem esperar na fila e fazem ultrapassagens arriscadas.



BOX

Trechos mais perigosos

1º lugar

Rodovia: BR-316

Onde: Pará

Trecho: KM 0 a 10

18 vítimas fatais

423 acidentes com vítimas

1671 acidentes sem vítimas

EM SANTA CATARINA 

2º lugar

Rodovia: BR-101

Onde: Santa Catarina

Trecho: KM 200 a 210

17 vítimas fatais

476 vítimas feridas

980 acidentes sem vítimas



7º lugar

Rodovia: BR-101

Onde: São José e Palhoça

Trecho: KM 210 a 220

11 vítimas fatais

344 vítimas feridas

528 acidentes sem vítimas



14º lugar

Rodovia: BR-282

Onde: Florianópolis a Santo Amaro da Imperatriz

Trecho: KM 0 a 10

8 vítimas fatais

245 vítimas feridas

549 acidentes sem vítimas



16º lugar

Rodovia: BR-470

Onde: Gaspar

Trecho: KM 50 ao 60

3 vítimas fatais

249 vítimas feridas

573 acidentes sem vítimas



42º lugar

Rodovia: BR-101

Onde: Tijucas

Trecho: KM 0 a 10

7 vítimas fatais

142 vítimas feridas

371 acidentes sem vítimas



43º lugar

Rodovia: BR-470

Onde: Gaspar

Trecho: KM 60 a 70

11 vítimas fatais

146 vítimas feridas

219 acidentes sem vítimas



49º lugar

Rodovia: BR-101

Onde: Biguaçu

Trecho: KM 190 ao 200

3 vítimas fatais

171 vítimas feridas

227 acidentes sem vítimas



55º lugar

Rodovia: BR-101

Onde: Tijucas

Trecho: KM 140 a150

5 vítimas fatais

145 vítimas feridas

223 acidentes sem vítimas



57º lugar

Rodovia: BR-101

Onde: Tijucas

Trecho: KM 120 a 130

9 vítimas fatais

108 vítimas feridas

285 acidentes sem vítimas



58º lugar

Rodovia: BR-280

Onde: São Francisco do Sul

Trecho: KM 50 ao 60

3 vítimas fatais

158 vítimas feridas

178 acidentes sem vítimas

* Dados de 2011 da PRF

domingo, 13 de maio de 2012

Na mira do TCU


TCU fará auditoria de contrato de concessão da rodovia entre Curitiba e Florianópolis


A Comissão de Fiscalização Financeira e Controle pediu ao Tribunal de Contas da União (TCU) uma auditoria dos contratos de concessão rodoviária no trecho entre Curitiba (PR) e Florianópolis (SC). O trecho compreende o contorno leste de Curitiba (BR-116) e as BRs 101 e 376 entre as duas cidades.
Nos 382,3 quilômetros do trecho há cinco praças de pedágio. O contrato foi assinado em 2008 e prevê investimentos de R$ 3,1 bilhões durante sua vigência de 25 anos, incluindo a operação das rodovias.
A proposta de fiscalização e controle (PFC 35/11) foi feita pelo deputado Jorge Boeira (PSD-SC). Segundo ele, há indícios de que a Concessionária Autopista Litoral Sul S/A, comandada pelo grupo OHL-Brasil, não tem cumprido as exigências do contrato feito por intermédio da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
O deputado cita dados da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina, segundo os quais os investimentos previstos pela concessionária em 2008 deveriam somar R$ 110 milhões, mas apenas R$ 97 milhões foram efetivamente empregados. Além disso, os custos operacionais previstos para 2008 seriam de R$ 38 milhões, mas chegaram a apenas R$ 24 milhões. Além disso, a concessionária vem apresentando, segundo a pesquisa, sucessivos aumentos de receita.
O deputado também explicou que o contrato previa a construção de dois contornos. O contorno leste de Curitiba já está pronto, mas o contorno da região metropolitana de Florianópolis não teve suas obras iniciadas. Boeira frisa que o projeto original do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) previa uma pista dupla com extensão de 47,33 km. “Mas circula a versão de novo projeto, elaborado pela empresa concessionária, o qual reduziria a extensão do contorno em 50%”, disse.
Investigações
O relator da fiscalização será o deputado Fernando Francischini (PSDB-PR), para quem o trabalho de fiscalização do TCU nesse tipo de contrato tem sido importante. “O tribunal já realizou investigações instauradas para apurar possíveis irregularidades em alguns contratos de concessão de algumas rodovias e o seu consequente desequilíbrio econômico-financeiro, e esse pode ser o caso aqui”, disse.
A comissão, com o auxílio do TCU, poderá inclusive rever o contrato e propor a revisão dos custos para o pedágio. Pelo menos uma audiência pública também deverá ser realizada pela comissão para acompanhar a fiscalização.

Íntegra da proposta:


Fonte: Agência Câmara de Notícias

sábado, 21 de abril de 2012

Dnit firmou 284 contratos e pagou R$ 3,2 bilhões à Delta

O Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) divulgou na sexta-feira todos os contratos que possui com a construtora Delta, suspeita de ligação com o empresário de jogos ilegais Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.  Segundo o órgão, foram pagos à empresa R$ 3,2 bilhões em 284 contratos para obras ou manutenção de rodovias desde 2002. Os valores não estão atualizados.
Dos 284 contratos, 99 ainda estão ativos, sendo 8 para obras e 91 para manutenção. Estes contratos ativos têm valor original de R$ 2,5 bilhões, sendo que R$ 1,4 bilhão já foram pagos.

O órgão de estradas paralisou 19 contratos com a Delta. Eles somam R$ 234,7 milhões e deles foram pagos R$ 182 milhões. O motivo da paralisação não foi divulgado.  Em relação aos contratos encerrados, que somam 166, o órgão pagou à Delta R$ 1,6 bilhão.

A soma de todos os 284 contratos da Delta dá um valor R$ 5 bilhões, sendo que desse valor, R$ 406 milhões foram obtidos através de aditivos, ou seja, valores adicionados após a assinatura.

A Delta é a empresa que mais recebeu verbas do Orçamento do Executivo federal desde 2007. Em entrevista à Folha publicada na quinta-feira (19), o dono da construtora, Fernando Cavendish, disse que a empresa vai quebrar por conta das suspeitas.

A empresa é acusada de abastecer empresas do esquema de Carlos Cachoeira.

ENTENDA O CASO
A gravação de uma conversa do dono da construtora Delta apresentou novos indícios de pagamentos ilegais a políticos, além de reforçar a suspeita de tráfico de influência para favorecer a empresa em contratos com dinheiro público. O áudio, divulgado no blog do jornalista Mino Pedrosa, foi gravado em 2009, por um dos integrantes da reunião entre o empresário Fernando Cavendish, presidente do conselho de administração da construtora Delta, e outros dois empresários, que na época eram sócios. Na gravação, Cavendish diz que seria convidado pelo governo se desse dinheiro a políticos. Convidado seria um termo para se referir a uma maneira de conseguir obras pagas com dinheiro público, de acordo com informações do Jornal Nacional.


Em nota, a Delta diz que o trecho foi pronunciado em tom de bravata e não expressar a opinião de Cavendish. Além disso, a empresa afirma que o áudio foi produzido clandestinamente e editado por ex-sócios da empresa, que estão sendo processados por calúnia e difamação. A separação entre Delta e Sygma foi parar na Justiça.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Estações de apoio aos caminhoneiros

Câmara aprova pontos de apoio para caminhoneiros em rodovias

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou nesta terça-feira (10) proposta que obriga as empresas concessionárias de rodovias federais a construir e manter estações de apoio aos motoristas de caminhão e de ônibus, à margem das estradas, preferencialmente ao lado de postos de combustíveis. Como tramita em caráter conclusivo, o texto deve seguir para a análise do Senado.
O texto aprovado foi um substitutivo elaborado pela Comissão de Viação e Transportes aos projetos de lei 785/11 e 910/11, que tramitam em conjunto. O primeiro é de autoria do deputado Onofre Santo Agostini (PSD-SC), e o segundo, do deputado Diego Andrade (PSD-MG). Ambos propõem a construção de pontos de apoio aos motoristas.

O texto estabelece que os pontos de apoio deverão manter uma distância máxima de 150 quilômetros e abrigar instalações básicas destinadas ao descanso, higiene e alimentação dos condutores, além de pátio para estacionamento e reparação dos veículos.
Caberá ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) elaborar os padrões técnicos a serem observados na construção dos pontos de apoio. Segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), cerca de 4,8 mil km de rodovias federais estão nas mãos de concessionários.
O relator da proposta, deputado Jorginho Mello (PSDB-SC), lembrou que as propostas originais tinham problemas, que foram sanados com o substitutivo. Um deles era a obrigação de postos para os contratos de concessão de rodovia já vigentes na data de publicação da lei, o que não seria possível. Também foi retirada do texto a menção a rodovias estaduais, o que seria uma interferência na legislação dos estados, o que é proibido pela Constituição.

Íntegra da proposta:

Reportagem - Marcello Larcher
Edição - Daniella Cronemberger

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Da coluna do Paulo Alceu

Violência


As assustadoras estatísticas de mortes nas estradas brasileiras foram comparadas pelo senador Casildo Maldaner com o conflito no Vietnã onde morreram 58 mil militares americanos, isso durante os 16 anos de guerra. Segundo Maldaner o mesmo número de indenizados por mortes pelo DPVAT no ano passado. Na semana que vem a Câmara vota um projeto endurecendo a Lei Seca, que acabou fragilizada numa decisão do STJ. O senador, além disso, encomendou à Consultoria do Senado um projeto de lei que restabeleça a validade da Lei Seca para fins criminais. "Não podemos ter retrocesso nessa luta", garantiu o peemedebista.

quinta-feira, 8 de março de 2012

População ameaça fechar entrada de Imbituva

Moradores de Imbituva protestaram ontem, por uma hora, contra a cobrança da tarifa de pedágio de motoristas que precisam se deslocar a Ponta Grossa. Uma lista com mais três reivindicações envolvendo a concessionária Caminhos do Paraná foi entregue ao Ministério Público da cidade. O próximo passo da população - caso os pedidos não sejam atendidos - é fechar a estrada de acesso ao município por uma semana.
Segundo o padre Leocádio Zythwoski, um dos organizadores do movimento, os moradores solicitaram ao promotor Eduardo Vieira – através da entrega de um documento – a redução pela metade do preço do pedágio para a população e uma tarifa de R$ 2 para os trabalhadores, estudantes e doentes.
Também que a concessionária assuma os cinco quilômetros de rodovia federal que dá acesso a entrada da cidade. “O cartão postal de Imbituva está abandonado. A situação neste trecho da BR é preocupante porque passam 2 mil trabalhadores por dia. Não tem como passar dois caminhões grandes e não há calçada e ciclovia. É um perigo”, alerta.
Outra reivindicação é a construção de uma casa que foi derrubada, há alguns anos, pela própria concessionária, moradia que ficava a 40 metros da rodovia e era ocupada por um casal de jovens trabalhadores. Por fim, se pede que a concessionária retire o processo que tramita no Fórum de Imbituva por causa do protesto dos agricultores.
Conforme o padre, o promotor se sensibilizou com a situação e disse que representará o povo. “Pedimos para um cidadão comum assinar os documentos em nome dos moradores. Mário Rubens Pedroso que assinou os papéis não é padre, político e empresário”, conta Leocádio. (L.R.B.).

Fonte: Diário dos Campos