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quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Acidente com motos sobe 263,5% em 10 anos

O número de mortes em acidentes de trânsito com motos no Brasil aumentou 263,5% em 10 anos, segundo dados do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), criado pelo Ministério da Saúde, os dados são de 2011, os mais recentes disponíveis, visto que o processo de registro de óbito é demorado, levando até dois anos para contabilizar todos os casos.
 
Acidentes com motos é bem maior que o aumento do número de mortos por acidentes de trânsito em geral, que envolve carros, motos, caminhões, ônibus, pedestres. Em 2011, foram 42.425 mortes contra 30.524 registradas em 2001 – alta de 39%.
 
No mesmo período, a frota brasileira de veículos de duas rodas aumentou 300%, segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas e Similares (Abraciclo), com base em números divulgados pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). A quantidade de motos emplacadas no Brasil saltou de 4.611.301 unidades, em 2001, para 18.442.413, em 2011.
 
Além do crescimento rápido da frota, existe também a falta de habilitação, ignorância sobre regras de segurança, não uso de equipamentos e imprudência associada com falta de políticas de transporte adequadas para o uso da motocicleta no trânsito do país.
 
Frente parlamentar vai defender projetos para reduzir acidentes com motos
Levando em consideração as graves estatísticas, foi lançada na Câmara na quarta-feira (18) a Frente Parlamentar em Defesa dos Proprietários e Condutores de Veículos sobre Duas Rodas, A frente vai buscar a aprovação de propostas para reduzir o número de acidentes com motos e bicicletas.
 
Propostas
Atualmente, há duas propostas que beneficiam os motociclistas tramitando na Câmara. A primeira delas é uma proposta de emenda à Constituição (PEC 210/12) que acaba com impostos sobre todos os equipamentos de segurança para os condutores de motos.
 
Há ainda um projeto de lei (PL 2987/12) que prevê a sinalização de faixas exclusiva para trânsito de motocicletas, motonetas e ciclomotores em cidades com mais de 100 mil habitantes.

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